Assim que me localizei minimamente e comecei a respirar novamente, alguém (acho que foi o Arlindo Grund) avisou que as surpresas apenas começavam e, de repente, minhas irmãs, sobrinha, filha, amiga do coração e, de quebra, o marido dela e uma sobrinha, se materializam, saídos sei lá de onde.
Já não sentia as pernas... lembrei de trazê-las?
Depois de realizadas as devidas apresentações (Arlindo, Bella, produção. Ah! o cara estranho era o "Sr. Diretor" - reservarei um capítulo a parte para ele... rs...), fomos até um restaurante lindinho, mas não me perguntem o nome porque eu simplesmente estava tão nervosa que nem a tal delegacia eu consigo lembrar onde é, se um dia precisar...
Entramos. Um MONTE de gente, o local totalmente esvaziado de mesas e cadeiras e o set de filmagem montado como se estivesse lá desde sempre.
Segunda pegadinha: me deram o contrato de autorização de uso de imagem, na correria, para assinar (fico me perguntando se eu assinaria se soubesse uma parte do que me esperava...) e rapidamente solicitaram que eu me posicionasse para gravar as primeiras cenas. Os mais curiosos podem ficar tranquilos: não faço a menor idéia do que assinei, tanta foi a correria que se estabelecia, afinal, era dia de jogo da copa e o bar abriria para receber os afoitos torcedores.
Umas vinte e cinco pessoas perguntaram se eu gostaria de tomar uma água ou café e minha primeira reação foi pedir um wisky duplo sem gelo, mas eram apenas nove horas da manhã e lembrei que estava em jejum - ia para a inauguração da padaria, lembram? Como seria improvável que eles deixassem eu me aproximar da fantástica estante atulhada de garrafas maravilhosamente alcoólicas que ocupava toda uma parede do estabelecimento, me contentei com um café.
Sentei. Na cara do gol, bem de frente a uma TV de plasma enorme, com a galera da família e amigas à esquerda e atrás de mim e Arlindo e Bella do meu lado direito - a uma distância segura, bem entendido.
Orientações sobre ficar calma, tentar argumentar o máximo possível, explicações sobre como funcionaria a gravação e, se não me engano, algumas palavras em prol de me fazer entender o que era o programa. Eu conhecia o similar, que passa no Discovery, mas a versão tupiniquim - juro pelos deuses - eu nem sabia que existia.
Todos prontos? Gravando... creiam: pra fazer essas primeiras cenas tinha um terço da torcida do Corinthians trabalhando, imaginem para fazer uma novela! Tem gente com câmeras, gente com luzes, gente com papéis, gente com gente, gente com maquiagem e gente que eu não faço a menor idéia do que fazia lá.
Papo vai, papo vem e foi nesse momento que eu vi ninguém menos do que eu mesma naquela TV. Malditas meninas da Metô!
Papo vai, papo vem e foi nesse momento que eu vi ninguém menos do que eu mesma naquela TV. Malditas meninas da Metô!
