“Só é livre quem:
...faz escolhas
...tem autonomia
...domina a si próprio
...tem poder
...se conhece
...ri”
Um sem-número de possibilidades, muitas vezes conflitantes, se apresenta quando fazemos uma pesquisa à toa na internet. O que se percebe é que, como em tantas outras situações, nosso julgamento depende do “olho de quem vê”. Nossos afetos e ódios tendem a ser condicionados por referências contextuais, instáveis e sujeitas ao movimento de marés ideológicas e/ou sociais.
Mesmo munidos de autocontrole, seguros em nossa imunidade racional, as paixões vêm em ondas atordoantes, elegendo-nos defensores vorazes de idéias, crenças, pessoas.
Olho no espelho e descubro resquícios, quase extintos, de religiões, opções políticas, apostas emocionais inequívocas. E fico me perguntando de onde tiramos energia – quando essas questões eram atualíssimas em nossos corações – para defender essa profusão de “ex” com tanta convicção.
Seremos seres instáveis? Gosto de acreditar-nos ecléticos.
Imaturos ou lúdicos, no reinventar diário da persona social que tentamos adequar?
Amalucados na interação com o mundo ou prioritariamente humanos?
Todas, opções dependentes de critérios que também diferem enormemente na avaliação alheia, colocam-nos à mercê de rótulos que nem sempre nos cabem e que podemos ou não acolher.
O que não permite discussão, nem relativismos, é a quantidade de fé que temos em algo que nos faz melhores, a medida da ética que depositamos no exercício político, as cores que trazemos para a vida de outrem, as lembranças que seremos para os atores do nosso espetáculo pessoal.Tudo que fala ao coração deslumbra e encanta, exagera, focaliza, arrefece ou transmuta para algo maior. Mas sempre permite escolhas e investimentos na qualidade dos nossos amores: possíveis, porque distantes da culpa de não termos dado nosso melhor; livres, porque passíveis de erro mas nunca acomodados no consenso da covardia.
...faz escolhas
...tem autonomia
...domina a si próprio
...tem poder
...se conhece
...ri”
Um sem-número de possibilidades, muitas vezes conflitantes, se apresenta quando fazemos uma pesquisa à toa na internet. O que se percebe é que, como em tantas outras situações, nosso julgamento depende do “olho de quem vê”. Nossos afetos e ódios tendem a ser condicionados por referências contextuais, instáveis e sujeitas ao movimento de marés ideológicas e/ou sociais.
Mesmo munidos de autocontrole, seguros em nossa imunidade racional, as paixões vêm em ondas atordoantes, elegendo-nos defensores vorazes de idéias, crenças, pessoas.
Olho no espelho e descubro resquícios, quase extintos, de religiões, opções políticas, apostas emocionais inequívocas. E fico me perguntando de onde tiramos energia – quando essas questões eram atualíssimas em nossos corações – para defender essa profusão de “ex” com tanta convicção.
Seremos seres instáveis? Gosto de acreditar-nos ecléticos.
Imaturos ou lúdicos, no reinventar diário da persona social que tentamos adequar?
Amalucados na interação com o mundo ou prioritariamente humanos?
Todas, opções dependentes de critérios que também diferem enormemente na avaliação alheia, colocam-nos à mercê de rótulos que nem sempre nos cabem e que podemos ou não acolher.
O que não permite discussão, nem relativismos, é a quantidade de fé que temos em algo que nos faz melhores, a medida da ética que depositamos no exercício político, as cores que trazemos para a vida de outrem, as lembranças que seremos para os atores do nosso espetáculo pessoal.Tudo que fala ao coração deslumbra e encanta, exagera, focaliza, arrefece ou transmuta para algo maior. Mas sempre permite escolhas e investimentos na qualidade dos nossos amores: possíveis, porque distantes da culpa de não termos dado nosso melhor; livres, porque passíveis de erro mas nunca acomodados no consenso da covardia.

2 comentários:
Acredito no prioritáriamente humanos. Pois não conseguimos visualizar uma dimensão tão grande, para melhor fazer análises do que nos acontece cotidianamente e nem temos tempo para fazer isso de maneira qualificada.
Tiramos energia do que não conseguimos ver, mais que está a toda parte. O que será? Também não sei, mais está aí.
Este anônimo aí, sou eu, Sant´Anna.
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