Esse texto busca principalmente uma direção. Uma proposta de ação com um compromisso definido, que sugere bases para a construção de uma nova realidade. Trata-se de uma sugestão para um novo cenário municipal, onde a pluralidade de visões e o respeito por elas serão fundamentais para instituir relações radicalmente democráticas dentro do PT de Santo André.
Estamos vivendo uma mudança profunda na correlação de forças andreenses, traçando um novo mapa político que pode representar falta de perspectiva para a esquerda e para os movimentos sociais. Nesse caso, o que não faltam são alternativas que ganham um peso significativo, por conta da falta de estímulo para a discussão política e da desesperança generalizada. Assim, é fundamental que trabalhemos para construir a unidade dentro do partido, reconquistando a militância, e tenho clareza de que não é possível construir uma política combativa sem a inserção de uma ampla parcela da municipalidade de maneira crítica.
Entendo que, dentro do cenário atual, é necessário reorganizar os movimentos em torno das suas pautas específicas. O movimento negro, os jovens, a comunidade GLBTT, as mulheres, bem como todos os cidadãos comprometidos com uma cidade melhor, precisam estar inseridos nestas lutas, ser protagonistas na conquista de novos espaços de enfrentamento. Existe hoje um ruído na comunicação intra-partidária que dificulta o aprofundamento da análise sobre práticas políticas e os sentimentos que envolvem as mesmas. A questão da militância deverá ser repensada e rediscutida para que possamos resgatar o que de melhor ela representa - uma fé que não conhece limites.
Gramsci, líder comunista italiano, num texto bastante atual, aliás, exemplifica bem como o catolicismo (e a religiosidade no geral) equaliza e trabalha com sentimentos que o partido não tem conseguido catalisar: “Este desconcerto, este pânico social, característico do atual período, empurra até mesmo os indivíduos mais atrasados historicamente a sair de seu isolamento, a buscar consolo, esperança, confiança na comunidade, a sentir-se próximos, a apegar-se física e espiritualmente a outros corpos e almas aterrorizados. Como poderia, por que caminhos poderia a concepção socialista do mundo dar uma forma a este tumulto, a este formigueiro de forças elementares? O catolicismo democrático faz o que o socialismo não poderia: une, ordena, vivifica e se suicida.”
O líder comunista procurava entender como a religião nascia em classes menos favorecidas e se configurava como explicação de seu universo próximo, numa relação de clara dominação. Por outro lado, admirava a mesma, como instrumento de concretização de desejos e valores, sistematizando objetivos distintos, nem sempre coesos e consolidando-os numa visão plenamente compreendida e aceita, legitimada por um vínculo entre razão e fé. A militância, contagiada por sentimentos subjetivos, mas motivada por uma fé - muito parecida com o sentimento religioso - na ideologia partidária, se transforma num agente absolutamente confiável e confiante. No entanto, o espírito de compromisso partidário tem sido arranhado sistematicamente pelo descrédito em nossos líderes, pelo desconsolo e o progressivo esquecimento das bases.
Todos os quadros do PT de Santo André devem ser recrutados para uma reestruturação partidária, investindo-se principalmente na transparência, no respeito, na formação e qualificação de novas lideranças, redimensionando o significado das palavras participação e democracia, implantando uma forma consistente de comunicação, inclusive utilizando a internet e todos os recursos disponíveis, como instrumentos para o conhecimento da atividade política, a difusão de idéias e a via de mão dupla com o partido.
Precisamos valorizar momentos de reflexão conjunta das lutas e embates cotidianos e refletir constantemente sobre a ação política de todos, para que não nos tornemos reféns de uma visão extremamente reduzida, onde a política passa a ser vista apenas como disputa de interesses privados para que se tornem interesses públicos. A política é, e deve ser sempre, a preocupação com questões que afligem o mundo e não com nossos umbigos.
Estamos vivendo uma mudança profunda na correlação de forças andreenses, traçando um novo mapa político que pode representar falta de perspectiva para a esquerda e para os movimentos sociais. Nesse caso, o que não faltam são alternativas que ganham um peso significativo, por conta da falta de estímulo para a discussão política e da desesperança generalizada. Assim, é fundamental que trabalhemos para construir a unidade dentro do partido, reconquistando a militância, e tenho clareza de que não é possível construir uma política combativa sem a inserção de uma ampla parcela da municipalidade de maneira crítica.
Entendo que, dentro do cenário atual, é necessário reorganizar os movimentos em torno das suas pautas específicas. O movimento negro, os jovens, a comunidade GLBTT, as mulheres, bem como todos os cidadãos comprometidos com uma cidade melhor, precisam estar inseridos nestas lutas, ser protagonistas na conquista de novos espaços de enfrentamento. Existe hoje um ruído na comunicação intra-partidária que dificulta o aprofundamento da análise sobre práticas políticas e os sentimentos que envolvem as mesmas. A questão da militância deverá ser repensada e rediscutida para que possamos resgatar o que de melhor ela representa - uma fé que não conhece limites.
Gramsci, líder comunista italiano, num texto bastante atual, aliás, exemplifica bem como o catolicismo (e a religiosidade no geral) equaliza e trabalha com sentimentos que o partido não tem conseguido catalisar: “Este desconcerto, este pânico social, característico do atual período, empurra até mesmo os indivíduos mais atrasados historicamente a sair de seu isolamento, a buscar consolo, esperança, confiança na comunidade, a sentir-se próximos, a apegar-se física e espiritualmente a outros corpos e almas aterrorizados. Como poderia, por que caminhos poderia a concepção socialista do mundo dar uma forma a este tumulto, a este formigueiro de forças elementares? O catolicismo democrático faz o que o socialismo não poderia: une, ordena, vivifica e se suicida.”
O líder comunista procurava entender como a religião nascia em classes menos favorecidas e se configurava como explicação de seu universo próximo, numa relação de clara dominação. Por outro lado, admirava a mesma, como instrumento de concretização de desejos e valores, sistematizando objetivos distintos, nem sempre coesos e consolidando-os numa visão plenamente compreendida e aceita, legitimada por um vínculo entre razão e fé. A militância, contagiada por sentimentos subjetivos, mas motivada por uma fé - muito parecida com o sentimento religioso - na ideologia partidária, se transforma num agente absolutamente confiável e confiante. No entanto, o espírito de compromisso partidário tem sido arranhado sistematicamente pelo descrédito em nossos líderes, pelo desconsolo e o progressivo esquecimento das bases.
Todos os quadros do PT de Santo André devem ser recrutados para uma reestruturação partidária, investindo-se principalmente na transparência, no respeito, na formação e qualificação de novas lideranças, redimensionando o significado das palavras participação e democracia, implantando uma forma consistente de comunicação, inclusive utilizando a internet e todos os recursos disponíveis, como instrumentos para o conhecimento da atividade política, a difusão de idéias e a via de mão dupla com o partido.
Precisamos valorizar momentos de reflexão conjunta das lutas e embates cotidianos e refletir constantemente sobre a ação política de todos, para que não nos tornemos reféns de uma visão extremamente reduzida, onde a política passa a ser vista apenas como disputa de interesses privados para que se tornem interesses públicos. A política é, e deve ser sempre, a preocupação com questões que afligem o mundo e não com nossos umbigos.

2 comentários:
è Sandrinha... um dia ouvi um Senhor que disse para uma platéia de jovens em um dos maiores eventos de debate social do planeta...... eu era um deles....
" Não podemos fazer da política uma disputa de espaço, mas sim de comportamento social"...
Esse Senhor se tornou predidente do Brasil, se reelegeu, e contou , sempre com meu voto.
apenas uma pqna provocação....
bjus
André
Temos algumas velhas práticas sendo ainda mais intensamente realizadas. Qual seja: não formação de novas lideranças, o poder legislativo e os dirigentes do partido se afastando das bases, ações de nossos governantes que nos causam desconfianças, o constante sufoco nas ações dos filiados em colocar e defender suas idéias.
Devemos criar condições de termos uma maior concentração de filiados compromissados em fazer e discutir propostas políticas e também termos as pessoas do legislativo para transformá-las em projetos de lei, além das pessoas do executivo, para fazer com que tudo isso possa fluir, e ai melhorar as condições de vida em nossa cidade.
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