9/05/2007

Conte comigo

O ano de 2007 acabou. Vocês não viram? O Natal foi em Julho. Brincadeiras a parte, isso não é força de expressão para indicar a proximidade de festas e férias. 2008 está em andamento, a pleno vapor. Já estamos em ano eleitoral. A fogueira das vaidades arde, consumindo acordos, fundindo parcerias, esquentando opiniões e, muitas vezes, torrando a nossa paciência.
Pólos de atração dos olhares e opções se desenham no horizonte atribulado das pré-candidaturas. A cidade acorda, entusiasmada novamente, com disputas que aquecem o até então insípido palco de batalhas pobres, argumentações vazias e oposições figurativas à que estamos tão acostumados. Está aberta, escandalosamente, a temporada de caça ao voto. O voto secreto, o convicto, o escancarado. O voto do fazedor de cabeça, do líder comunitário, do empresário e do ativista. Votos de todos os tipos e cores, que acertados ou não, vão ditar nomes e promover vitórias para serem comemoradas ou lamentadas a partir do próximo mandato.
Assisto um incessante desfilar de grupos e pessoas que promovem encontros para estreitar os laços com seus eleitores potenciais. Cada um deles disputando avidamente o apoio de cada um de nós.
Mas, quem apoiar? Como escolher?
De todos eles escuto o mesmo refrão: “Conto com você”!
Darei meu voto àquele que me convencer que está apartado das práticas bastardas de exercício político. Farei propaganda daquele que valorizar não apenas o cacife eleitoral de seus pares, mas agregar valores humanos e potenciais técnicos que trarão eficácia às ações e políticas públicas.
Defenderei acirradamente os que não se deslumbrarem com o assédio feroz, porém momentâneo, das facilidades indecentes e da empáfia que parece contaminar os pleiteantes a cargos eletivos.
Divulgarei todos aqueles que ainda trouxerem no olhar a humildade dos que não tem respostas prontas, mas vontade e empenho em ouvir os que pretendem representar. Aqueles que atuem, desde já, como os que devem servir e não ser servidos, que não exijam fidelidades burras e que não usem assédio moral como remédio para suas próprias inseguranças.
Confiarei naqueles que, com ou sem mandato, mantém ainda os amigos de infância e os de caminhada, o espírito idealista, a fé da adolescência, a ética acima de tudo. Esse é meu candidato. Que se apresente e conte comigo.

4 comentários:

Unknown disse...

AMÉM!!!

Unknown disse...

Conto com vc...rs :-D

Mariana disse...

E eu que nao sabia que vc escrevia??? To adorando aqui...passa lá também! beijo prima

Anônimo disse...

Vc sempre escreveu BRILHANTEMENTE, mas os anos a tornaram mais crítica e consistente. Adorei!